domingo, 2 de março de 2014

A GERAÇÃO DE ADVENTISTAS MAIS DESPREPARADA DA HISTÓRIA


Os ateus estão mais inteligentes? Não necessariamente. Os cristãos, em geral, ignoram o que creem? Completamente! E os adventistas em relação aos demais cristãos? São como gorilas do fim da fila, seguem o macho alfa.
Olhe para a cultura em geral: as pessoas fazem perguntas, há uma demanda espiritual, uma admissão à possibilidade de que as velhas respostas da tradição pudessem estar certas. E tradições não faltam, montando barraquinhas na feira-pública da contemporaneidade. Entretanto, nós adventistas não estamos preparados para nos mostrar nesse espaço. Talvez haja demasiada incerteza do produto que temos em mãos e de suas garantias. E, afinal, as barracas vizinhas gritam suas ofertas com tanta convicção!...
Como entender o drama? Um exemplo útil: os professores ufanistas acham bom os adolescentes lerem qualquer lixo, porque, oras, o importante é que leiam. Uma hora passaram de Rick Riordan para Machado de Assis. É tão ingênuo como achar que não há problemas em consumir batata frita, porque uma hora, por comê-las, alguém logo passará a se preocupar com uma alimentação realmente nutritiva! Esse tipo de otimismo que se agarra esperançoso no “menos-mal” acompanha os adventistas.
Achamos fantástico ver igrejas lotadas por programas de evangelismo dinâmicos. O importante é ver decisões sendo tomadas. Mudança de vida? Deixe para depois! Pelo menos, a pessoa entregou o coração a Jesus – como se o batismo fosse o passo que levasse a uma posterior renúncia de práticas mundanas. Não é.  O batismo é, em si, uma declaração radical de renúncia: “Simboliza o batismo soleníssima renúncia do mundo”, assinalou Ellen G. White. [1]
Todavia, estamos felizes! Gente com dificuldade de responder desafios intelectuais, de suportar tensões familiares e ser fiel? Menos-mal! Promovemos grandes eventos e a assistência corresponde em massa, sucesso! Porém, as dificuldades com respeito à vivência da fé confirmam a falta de embasamento de pessoas sinceras, falha no processo de discipulado (palavra ressurreta entre nós, mas que ainda precisa ser mais bem estudada). Quando se veem confrontados em sua fé, muitos sucumbem. Ensinaram-lhe que Jesus ama e salva (eterna e maravilhosa verdade); só esqueceram de instruir a raciocinar com base bíblica (a condição necessária para se manter na verdade). Salvação está condicionada à contínua tensão em lutar contra a tentação e obedecer a Deus. [2]
O adventista de décadas atrás levava certa vantagem: alguém lhe fazia decorar uma série de textos bíblicos e ele os repetia com toda convicção, sem perceber que muitos poderiam estar fora de contexto. Já os adventistas da geração atual, mencionam o que creem, sem saber por que creem exatamente – e ainda estranham quando ouvem o restante da história que ninguém lhes contou, aquelas verdades mais inconvenientes que deixaram de ser ditas nos púlpitos para não lembrar o pecador que ele é ... pecador!
Assim, heresias e ceticismo crescem como capim no terreno baldio que é a intelectualidade adventista. A mensagem mediada pelas pregações populares que chega confortável ao coração fica por aquela área mesmo, sem se dar ao trabalho de subir ao cérebro (ironicamente, quando a Bíblia fala de coração, refere-se ao centro da vontade, à mente como um todo, razão e emoção).
Quando o povo for instruído a amar a Bíblia e a gastar horas estudando-a, com a mesma paixão com que vai assistir programações que não passam de pura oba-oba gospel, aí as respostas vão surgir. Quando estudar a Bíblia deixar de ser um plano de escritório para ser algo transmitido olho a olho, o Espírito do Senhor falará ao remanescente.
O mais estranho? Deus nunca deixou de se interessar, com amor vívido e constante, por esse povo medíocre que estamos nos tornando! Mesmo quando nos falta o senso de autocrítica – e reagimos com frases de Facebook "não devemos julgar"; "cada um tem a sua opinião" –, Deus trabalha para nos despertar para as coisas essenciais, as quais estavam há muito sepultadas em glamorosos álbuns de fotos dos avós.
Acima de tudo isso, a Verdade imperará. Mas um alerta: somente para aqueles que a buscarem com esforço e coragem, amando o Senhor de “todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento” (Mt 22:37). Agora, é com você.


[1] A citação completa diz: “Simboliza o batismo soleníssima renúncia do mundo. Os que ao iniciar a carreira cristã são batizados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, declaram publicamente que renunciaram o serviço de Satanás, e se tornaram membros da família real, filhos do celeste Rei. Obedeceram ao preceito que diz: ‘Saí do meio deles, apartai-vos... e não toqueis nada imundo.’ Cumpriu-se em relação a eles a promessa divina: ‘E Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso.’ 2 Coríntios 6:17, 18.’” Ellen G. White, Testemunhos Selectos, vol. 2, 389. Também aparece em Idem, Evangelismo, 307.

[2] “Todos estão sendo agora experimentados e provados. Fomos batizados em Cristo, e, se desempenharmos nossa parte em renunciar tudo que nos afeta desfavoravelmente, fazendo de nós o que não devemos ser, ser-nos-á concedida força para o crescimento em Cristo, que é a nossa cabeça viva, e veremos a salvação de Deus.” Idem, Conselho sobre Regime Alimentar, 23.


39 comentários:

Antonio Sales disse...

Pr Douglas, parabéns pelo texto. Escrever isso exige perspicácia e coragem.

marcio goncalves disse...

Creio que a situação do adventismo atual descrita aqui é praticamente um resultado direto do adventismo vivido há algumas décadas.
É preciso buscar um caminho novo, e não voltar ao antigo que nos trouxe até aqui.
Um adventismo mais honesto e autentico, que admite a sua busca e repudia a noção de que tenhamos quase toda ou mesmo enorme parte da verdade.
Reavivamento e Reforma sim, mas não apenas como volta ao passado.

douglas reis disse...

Márcio,

Respeito sua opinião (como sempre), porém devo ponderar algumas coisas:

1) Não creio que a teologia adventista do remanescente tenha levado à crise atual; ao contrário: doi a "contaminação" com outras teologias que diversificou o pensamento adventista a ponto de ele esquecer-se de suas ênfases próprias;

2) A solução seria retomar e desenvolver a teologia dos pioneiros (dentro da perspectiva do tota-sola-prima scriptura), não abandonar isso em nome de apeos culturais.

Enfim, concordo que algo deva ser feito.

Um abraço.

marcio goncalves disse...

Teologia Adventista do Remanescente eu realmente acho perigoso, Pastor. Nao porque seja errado, mas porque somos humanos. Nao sabemos lidar com isso. Nos levou a um certo nível de hipocrisia (achar que sabemos como devemos ser e não conseguimos ser isso de dentro pra fora, na maior parte das vezes), e isso levou a uma certa descrença da atual geração. Creio, sim, que há uma lógica nesta sequencia.

Quanto ao segundo ponto, concordo plenamente. Mas a compreensão da Bíblia precisa ser baseado apenas nela; só que temos uma maneira de enxergá-la via a nossa tradição, e as vezes fica difícil enxergar outras coisas. Os pioneiros eram progressistas, sempre em busca de nova luz e nunca querendo estabelecer uma lista de verdades absolutas. Devemos manter este espírito.

douglas reis disse...

Marcio,

Sei que há a tendência de olhar o remanescente sobre esse viés. Mas a teologia bíblica trabalha com esse conceito (em especial, o livro de Isaías). O conceito surgiu do estudo das profecias e está ligado à identidade adventista.

Seria complexo e estranho uma teologia adventista não focada na noção de remanescentes. Os últimos a proporem isso acabaram levando a resultados no mínimo questionáveis.

Steve Daily o fez e hoje é pastor de uma congregação que é uma espécie de adventismo aberto a outros cristãos (seja lá isso o que for...), na qual até se fala em línguas! Fritz Guy fez o mesmo e hoje sua teologia se tornou liberal em muitos pontos (evolucionismo teísta, homossexualidade, etc). Percebe o ponto?

Gosto do espírito de Gerard Hasel: ele questionou a tradição adventista não para propor algo novo, mas para embasá-la na Bíblia, revisando pontos importantes. Um retorno radical à Bíblia.

Infelizmente, o que não desenvolvemos no pensamento teológico, copiamos de outros, que, por sua vez, sustentavam sua teologia mais com base na filosofia do que na Bíblia. Isso passou a ocorrer talvez a partir da década de 30 ou 40, continuando a ocorrer até hoje. Isso descaracterizou o adventismo, fazendo dele quase a mesma colcha de retalhos que é o mundo evangélico. Já é hora de voltarmos ao projeto dos pioneiros (não exatamente às suas convicções).

Abraços.

marcio goncalves disse...

Só acho que não podemos igualar uma teologia liberal a uma teologia não adventista.
Se a Bíblia é compreendido dentro de uma cultura (e fora dela, não existe compreensão da mesma), a gente precisa estar aberto pelo menos a possibilidades que nos soam liberais. Por que as vezes, é lá que está a verdade, e outras vezes, não.

douglas reis disse...

Marcio,

dizer que a Bíblia não pode ser compreendida senão à luz da cultura é uma afirmação que pressupõe um entendimento pós-moderno da hermenêutica.

Antigamente, se cria em neutralidade. Não penso que isso seja possível. Ao mesmo tempo, a admissão de que nossa compreensão é concionada pela cultura pode levar a uma relatividade do entendimento. Isso cairia na teologia liberal, sem dúvida.

O que fazer? Muitos teólogos e filósofos falam de aproximação cultural. Isso se dá pela compreensão da intentio operis (Agostinho), que é soberana sobre a intenção do intérprete. Na verdade, o intérprete pode mudar suas pressuposições hermenêuticas em contato com a obra (Gadamer).

Como isso se dá no estudo da Bíblia? Estudá-la acaba levando à assimilação de princípios hermenêuticos da própria Bíblia.

Você menciona que somos humanos, com conhecimento limitado. Mas isso não nos impede de conhecer a verdade de modo essencial, embora não de modo onisciente (Carson).

Voltando ao remanescente, não só a Bíblia advoga o conceito, como nossos pioneiros - praticamente todos eles - criam que fazíamos parte de um remanescente com uma mensagem distintiva (Martines, tese de doutorado). Não vejo como poderíamos fazer a diferença nos tornando apenas mais um grupo evangélico dentre outros!

Afinal, os dados mostram que a IASD mais cresce nos lugares onde se mantém a visão tradicional de um remanescente: onde quer que a teologia liberal tenha se disseminado, a igreja estagna e tende ao ecumenismo.

Claro que apenas manter aspectos tradicionais sem nos posicionar em relação a questões contemporâneas é insuficiente. Temos de alcançar uma geração com o evangelho eterno, oferecendo as respostas bíblicas às perguntas atuais, não nos acomodando com os velhos enfoques.

Um abraço.

marcio goncalves disse...

Mas o mundo em que vivemos mudou, sim. A relevação da Teologia do Remanescente não é mais tao central quanto era. E ela tem sido mais peso do que alívio para a igreja, que com essa visão avalia tudo ao seu redor.
Sempre houve remanescentes, mas eles nunca achavam que eles eram os remanescentes (pelo menos não depois de Cristo). Nao preciso crer que faco parte de um povo especial, até pq isso me leva a um dos problemas do adventismo: é mais importante estar certo do que viver como um Salvo. Ou, ainda mais perigoso (ao meu ver): viver como um Salvo é saber a verdade e viver a vida como ela deve ser vivida.
O Remanescente final segundo o Apocalipse é o que traz a mensagem do juízo e da justiça de Deus, mensagem extremamente pertinente na cultura de hoje. Devemos cuidar para não ligar esta mensagem com certas coisas que cremos em relação a estilo de vida, porque a impressão errada pode surgir de que você é condenado pelas coisas que é e faz. Mas se é por isso, todos já estamos condenados.
Creio que o evangelho do remanescente deve ser mais inclusivo e menos exclusivo; a separação será feita por Deus no seu tempo.

literaturacait1e2em disse...

Douglas,

O texto é bastante oportuno para o tempo presente. Também penso que precisamos nos tornar uma geração adventista comprometida com os ensinamentos bíblicos (que precisam ser estudados e conhecidos). Sem esquecer de buscar a guia do Espírito Santo e seu poder para viver essas verdades, que é a única maneira eficaz de o remanescente transmitir o Evangelho Eterno e preparar o mundo para o glorioso retorno do Senhor Jesus.
Um grande abraço.

José Monteiro

douglas reis disse...

Marcio,

você crê que os discípulos não entendiam ser o remanescente? Eles podem não ter usado esse termo, mas a concepção está lá. Veja, por exemplo, 1 Pe 2:9.

Além disso, como afirmei antes, todos os nossos pioneiros criam que o movimento adventista era o remanescente da profecia - inclusive, Ellen G. White. Se eles estavam enganados, teríamos um problema: como um profeta pode ensinar algo (de forma consistente, ao longo de décadas) que seja um erro?

Sobre o mundo ter mudado, isso não é novidade: ele sempre muda! A pergunta é: mudar junto com ele (mudar em essência, não em ênfase, como expus no outro comentário) seria realmente necessário? isso não nos levaria a relativizar a fé? Como podemos fazer a diferença se não temos uma identidade singular, e somos apenas mais um? Lembre-se, o remanescente nunca foi mais um...

O grande lance é que o cristianismo sempre foi uma religião que trabalhou os dois lados: é exclusivista, porque suas reivindicações são únicas e universais, pretendendo foros de verdade (Jo 14:6 - pense em como isso soava forte aos ouvintes originais antes de se tornar um versinho recitado na escola sabatina dos juvenis!); ao mesmo tempo, é inclusiva, porque aceita e convida a todos, sem distinção.

Abraços.

Anônimo disse...

Gostei muito desse "debate", as opiniões demonstram claramente o estado em que se encontra a nossa igreja hoje:
De um lado, o Pr. Douglas representando um grupo bem pequeno que ainda existe, Cristãos.
Do outro o Márcio, representando a maioria esmagadora, os adventistas modernos.
É uma pena, mas sabemos que os salvos são chamados de remanescentes justamente por isso, é um grupo pequeno, resto do resto

Vanda Oliveira disse...

Excelente texto. Todos os jovens deveriam lê-lo. Faço-lhe uma pergunta pastor: Por que os pastores estão com medo de pregar a verdade, por que estão permitindo tanto que o mundo e seus costumes entrem na igreja? Às vezes vou em algumas igrejas grandes, me assusto e me pergunto: Será que não pastor aqui ou a teologia dos seminários mudou? A igreja pela qual conheci quando muito criança mudou drasticamente. Sei em quem tenho crido, sei que é a igreja de Cristo, mas sei também que precisa haver um reavivamento e reforma e penso também que precisa começar com os líderes.

william disse...

Marcio Não quero Te deixa de lado ou coisa do tipo! , Mas nós sabemos que o Douglas não é nenhum Leigo e nem aparenta Ser! , Afinal ele é Pastor e Estudou 4 anos Pra isso! Claro nós devemos seguir a Bíblia, Porém não vi nenhum Comentário Dele Fora Dela! , Apoio Plenamente o Douglas O jovens de Hoje estão Só a Graça!

É A VERDADE disse...

Aqui onde moro chegamos ao cúmulo de estar havendo um batismo, passar um homem na rua e entrar na igreja e desejar batizar-se e adivinhem??? O pastor adventista batizou!!! A explicação Felipe e o Eunuco! Visando números a igreja talvez esteja perdendo o foco que é discipulado...

Bruno Ribeiro disse...

"O adventista de décadas atrás levava certa vantagem: alguém lhe fazia decorar uma série de textos bíblicos e ele os repetia com toda convicção, sem perceber que muitos poderiam estar fora de contexto".

Como diz o pós moderno: todo ponto de vista é a vista de um ponto. Particularmente, acho esse método de texto prova, que é fortemente utilizado pela esmagadora maioria da liderança adventista, pela TV NT, etc, muitooooo mais nocivo do que admitir que não se sabe.

Vejo que a geração atual, que não sabe, é muito mais aberta pra ouvir do que os adeptos do texto prova que NÃO sabem de nada, acham que sabe e se fecham completamente.

É interessante que nas palestras que dou sobre as evidências históricas da ressurreição de Jesus, quem ficam são os jovens que admitem sua falta de conhecimento. A 'geração passada', que acha que não precisa disso, costuma pegar sua Bíblia e ir embora. Não vejo vantagem alguma nisso.

Enfim, não passe a mão na cabeça desse povo Pr. Douglas. Condene eles com veemência!

Gustavo Rodrigues disse...

Sua analogia com leitura me parece bem falha, a começar por eu conhecer vários adolescentes e juvenis que aprenderam a ler com J.K. Rowling e com o Riordan, eu mesmo fui um desses. E sim, já cheguei em Machado e Kafka, por exemplo.

Adventista de berço, me incomodam muito as tradições na nossa igreja, essas tradições humanas, fruto da nossa cultura tão falha e pecadora quanto a de qualquer grupo de pessoas (como, basicamente, é a igreja). Essas tradições vão se infiltrando na nossa mensagem, e logo adicionamos coisas à bíblia.

Levíticos 11 é Lei ? Então também não podemos tocar nossas esposas e mães menstruadas, devemos promover a pena de morte e seguir tantas outras coisas que já não fazemos.

Homossexualismo é pecado ? A bíblia é clara: sim. Mas é um pecado como qualquer outro. Agora, Os batizados abandonam seus pecados ? Existe qualquer um que consegue fazer isso ? O repúdio ao pecador é, em si, um pecado gravíssimo.

A igreja adventista começou como um movimento profético de restauração e progresso do cristianismo, mas nos perdemos, cometemos os erros dos fariseus: criamos normas de vestimentas, normas para a guarda do sábado, chegamos ao absurdo de chamar um brinco de pecado, mas o pastor prega de gravata.
Tudo isso são tradições humanas, que se colocam como obstáculos à nossa pregação.

Todas essas, em conjunto, dificultam o trabalho da igreja adventista no mundo, criam barreiras à propagação do evangelho. Podemos ir à Africa, mas não sabemos lidar com as diversas culturas presentes nas nossas cidades.

Nossa igreja precisa de uma restauração urgente. De outra forma, não seremos a igreja do povo remanescente, simplesmente porque não somos capazes de levar a mensagem do evangelho a todo o mundo em nossa geração.

Minha opinião sobre temas abordados por você, espero não ter sido agressivo kkk
E espero uma resposta também.

Anônimo disse...

"A geração de adventistas mais despreparada da história" SEGUNDO O TEXTO. Que geração despreparada?? Qual?? Hoje as pessoas têm total livre acesso às questões relacionadas à Bíblia, questões doutrinárias e proféticas como as registradas nos livros de Daniel e Apocalipse... Atualmente, temos os recursos mais diversificados possíveis: Primeiramente temos livre acesso à Bíblia, Bíblia em áudio, Bíblia no Celular, Classes Bíblicas, Pequenos Grupos, Rádio, Internet, CD’s, DVD’s com estudos bíblicos e Excelente programação da TV Novo Tempo, como por exemplo: Bíblia Fácil, Arena do Futuro, Na mira da verdade, Está Escrito....enfim vários programas maravilhosos, de grande enriquecimento espiritual e somado a tudo isso, estudos bíblicos grátis! Grátis!!!! Milhares e milhares de pessoas conhecendo a Verdade através desses meios!! Ao contrário do autor do texto, ACREDITO SIM QUE A NOSSA GERAÇÃO É A MAIS BEM PREPARADA DA HISTÓRIA!! Mas é necessário buscar o conhecimento. Buscar a fonte de Poder: Deus!! Através da Oração + Bíblia + Testemunho = Comunhão !! Somente os que não estiverem buscando estarão despreparados!! Somente estes !!
Irmãos, os termos usados no texto, não refletem nem de longe a mensagem de amor que Deus nos ensinou. Já no primeiro parágrafo, o texto diz: “Os cristãos, em geral, ignoram o que creem? Completamente! E os adventistas em relação aos demais cristãos? São como gorilas do fim da fila, seguem o macho alfa.” Que comparação é essa?? É necessário comparar o nosso povo desse jeito?? No sexto parágrafo diz: “Já os adventistas da geração atual, mencionam o que creem, sem saber por que creem exatamente – e ainda estranham quando ouvem o restante da história que ninguém lhes contou, aquelas verdades mais inconvenientes que deixaram de ser ditas nos púlpitos para não lembrar o pecador que ele é ... pecador!” Que mensagem é essa?? No penúltimo parágrafo diz: “O mais estranho? Deus nunca deixou de se interessar, com amor vívido e constante, por esse povo medíocre que estamos nos tornando!!” Que termo é esse?? É necessário classificar o nosso povo desse jeito?? Na minha opinião, o texto não acrescenta e não edifica espiritualmente! E ainda “Mancha” a imagem do Adventismo, assim como a integridade dos membros adventistas!! O Amor é lindo, mas o respeito tem uma beleza extremamente encantadora!! Respeito ao falar, ao ouvir, ao escrever!! Acima de tudo, respeito a Deus e aos filhos de Deus!! Que nossos pensamentos, palavras e ações sejam para honrar, glorificar e exaltar a grandeza de Deus!! Que a nossa fé esteja alicerçada, bem firmada em Deus e na Palavra de Deus!! Maranata!!

Anônimo disse...

Sabe, notar certas falhas é fácil. Difícil é dar uma solução prática e objetiva. Simplesmente dizer que o povo tem que se apegar mais ao estudo da Bíblia e a oração, isto é dito quase constantemente. Temos que admitir que o mundo é dinâmico e precisamos nos contextualizar sempre, atualizando nossa linguagem, métodos e abordagem sem perder os princípios. Ficarmos presos ao passado em termos de uma modéstia pietista,não dá.Não estamos mais na era victoriana convivendo com os puritanos. Assim como não podemos deixar os pontos básicos de nossa fé: sábado, estado de inconsciência dos mortos,não as carnes imundas, etc... A coisa é mais simples do que parece aos que gostam de complicar. Quem gosta de ficar procurando chifre em cabeça de cavalo, apontando falhas que conduzem ao desânimo e ao sectarismo, está fazendo a obra do diabo. O foco de nossa pregação ainda é Cristo e seu amor, transformando vidas, curando a alma, fazendo reviver o espírito dos pecadores. Ensinando-lhes que Jesus quer justifíca-los e santificá-los. Isto não é simples? Ficar recorrendo à complexidade da teologia, de postulados hermeneunicos e detalhes da compreensão dos pioneiros que em nada afetam o cristianismo prático é perder tempo. Os fariseus também eram muito presos aos seus postulados teológicos e o que deu?

douglas reis disse...

Gustavo Rodrigues,

vamos por partes:

a) A analogia da leitura: pode ser que você tenha chegado aos textos clássicos, mas não creio que isso seja regra, senão, exceção. Trabalho com adolescentes há 9 anos e digo isso por experiência;

b) Há tradições e tradições. Algumas têm ligação com princípios, outras, não;

C) Uso de brincos: parece haver número suficiente de textos bíblicos que tratam disso e um livro muito útil do Ángel Manuel Rodriguez sobre uso de joias.

Um abraço.

Ricardo Júnior disse...

Muito bom o texto pastor! Eu valorizo líderes que têm essa visão bíblica expressa no texto. O que pessoas como o Gustavo Rodrigues ignoram é o fato de que é necessário retirar os princípios por trás de certos costumes ensinados no A.T. Por exemplo, o texto de orientação alimentar em Lv. 11. Basta observar que esse costume de classificar animais limpos e imundos é anterior ao dilúvio, ou seja, um princípio que transcende a cultura hebraica. Por outro lado, as leis que regem o trato com escravos ou servos não se aplicam a nós de maneira direta por motivos óbvios, mas o princípio por trás delas sim: justiça social. Com relação ao batismo, não é que uma pessoa vai ressurgir perfeita das águas, mas o batismo manifesta a DECISÃO já tomada de lutar para abandonar pecados e costumes que prejudiquem nosso relacionamento com Deus. Pontos de vista como o do Márcio e o do Gustavo são venenosos pois introduzem, ainda que desapercebidamente ou sutilmente, ideias pós-modernitas no seio da igreja, o que significa abrir a porta para que o mundanismo contamine a igreja de Deus. Não seria a hora de voltar à antiga fé que inspirou os nossos pais? Jer. 6:16.

douglas reis disse...

Ao anônimo que começou dizendo que apontar as falhas é fácil:

Não me parece que seja, porque senão outros as veriam e admitiriam (o que não me parece ser o caso). Sua própria abordagem é reducionista, afinal, não se trata de sectarismo, como você colocou (de maneira equivocada): se somos um movimento com uma mensagem distintiva, pregar o mesmo que os outros não faria diferença!

E questões hermenêuticas são muito importantes e, embora muitos tenham dificuldade de ver isso, afetam grandemente o cristianismo prático. Por exemplo: de que forma devemos guardar o sábado? A resposta a essa pergunta será determinada pelos princípios hermenêuticos que adotarmos.

Talvez você não saiba, mais alguns teólogos adventistas na Alemanha sugerem que o princípio do sábado é guardar um dia (e que, na prática, pode ser qualquer dia!). por que isso? Isso se deve ao tipo de princípios adotados na interpretação. E nós adventistas estamos (há algumas décadas) nos dividindo nessas questões.

Assim, promover uma volta aos pioneiros significa aceitar e desenvolver os princípios hermenêuticos que eles adotaram. A coisa é um pouco mais profunda do que parece...

douglas reis disse...

Ao anônimo que questionou que somos a geração menos preparada (é muito anônimo nesse post! Como gostaria que todos pudessem corajosamente se identificar!...),

Ponderações:

1) Você confunde recursos com preparo. Temos recursos, mas isso não significa que temos aproveitado. As pesquisas promovidas pela IASD (ValuiGenesis e do ano passado) mostram que há mais confusão doutrinária e rejeição de doutrinas distintivas. isso sem contar os índices baixos de estudo da escola sabatina...

2) Você reclama da linguagem forte? Amigo, leia mais a Bíblia e veja quantas repreensões utilizam linguagem forte - o livro de Ezequiel diz que o povo de Deus é como uma fêmea no cio em busca dos amantes (outros povos e seus deuses), Jesus falou que os fariseus eram como túmulos, belos por fora e cheios de ossos por dentro, e na mensagem à Laodiceia, Deus fala que está a ponto de vomitar Seu povo! Conclusão: quer linguagem amorosa e doce? Leia contos de fada, não a Bíblia!

3) Como diz Chesterton, o amigo de um homem gosta dele e quer que ele continue como é; sua esposa o ama, e quer que ele mude (se você for casado, entenderá a metáfora melhor ainda...)! Amo essa igreja e, assim, quero que ela (e eu inclusive!) mude, a fim de estarmos preparados para o retorno de Jesus. Maranata.

Jefferson Ribeiro disse...

Creio que devemos voltar às origens.

Anderson disse...

O adventismo moderno está também profetizado. São esses os nossos "irmãos" que irão nos perseguir no tempo do fim, pois estarão mais preocupados em se unir a Roma e escapar da perseguição do que padecer por Cristo, afinal já estarão acostumados às coisas do mundo e não conseguirão deixá-las.
Coisa triste e, ao mesmo tempo, confortante saber que o Senhor nunca erra mas que infelizmente veremos queridos se perdendo porque escolheram viver no mundo.

Darling disse...

Olá!
Gostei muito da palestra (Ted Wilson). Faço minhas as palavras de "Anderson".
Esse tipo de adventismo é que se espera, mas está em extinção: depois que o mundo entrou dentro da igreja (Nova semente)que é cumprimento da profecia de Apoc.(Laodicéia)nada mais se espera.Parabéns por seres um pastor Adventista pesquisador, isso é raro! Atente para o que está escrito nesse blog: compreendendoabiblia.blogspot.com
Um abraço!

kLinger disse...

Esse Marcio critica algo não conhece e aceita algo que tb não conhece.Irmão,vc acha que tá tudo maravilhoso com este novo modelo e adoração na iasd? Estude a Biblia com humildade e e diariamente e sua opinião ão será mais a mesma!

Renan Souza disse...

A mais despreparada até que surja a seguinte. Abraço, Renan.

Profa. Nádia disse...

Olá, meu amigo, Pr. Douglas!

Como sempre, excelente reflexão sobre a situação que vivemos como sociedade e como igreja. Também trabalho com adolescentes - só que há 21 anos!!! - e vejo isso tão claramente, como um rio cristalino. Essa geração é a que mais tem recursos e a que mais ignoram os ensinamentos. E o pior: os que estudam, não colocam em prática. Satanás está conseguindo fazer sua obra, como nunca antes! Que Deus tenha misericórdia de nós! Um abraço prá ti e prá Noribel!

Renan: Amém!, porque a seguinte será no Céu com Jesus!

ALEXANDRE DIETRICH disse...

Infelizmente, a mais pura VERDADE!

Infelizmente a VERDADE doe!

Mas DOERÁ menos, em quem fizer o que precisa ser feito e em quem faz!

José de Arimatéia Dias Martins disse...

Ótimo texto! indico a todos os que não leram o excelente livro de George Night intitulado: "A visão Apocalíptica e a Neutralização do Adventismo", um livro com pouco mais 100 páginas, mas muito relevante p/ os dias e a situação que a igreja se encontra hoje. Disse ótimo texto, mas discordo de um ponto: a conotação negativa que o autor dá p/ Machado de Assis rsrsrs...é claro que nossa prioridade tem de ser livros que sejam relevantes p/ nossa carreira espiritual aqui e nos levem a servir melhor a Deus e ao próximo, mas como literatura, entretenimento, Machado de Assis é sim um grande autor.

Anônimo disse...

Hj desejo uma reforma verdadeira dentro da igreja não nas doutrinas mas nos homens em geral, devemos voltar para o primeiro amor, devemos viver uma reforma completa na nossas vidas. Sou Leon Aguiar

Otavio Marciano (otmarciano@gmail.com) disse...

Seu texto pastor tem até um pouco de verdade! No entanto, o você mesmo pastor pelo que li já está "infeccionado" no que tange a fonte do problema! O que ocorre hoje em nossas igrejas é por culpa de muito fatos da própria organização, que nos deixou um rastro de inerrância nos escritos de Ellen White, e que para a maioria esmagadora tem poder doutrinário, de uma teologia fechada arraigada muitas vezes no legalismo e obras humanas ( esquecem o Espírito Santo), onde os milagres ( de forma sobrenatural como feito pela igreja primitiva) não tem seu espaço como deveria, o que dizer de Pedro? Fato que a nossa Igreja (organizacional) em sua maioria não aceita críticas construtivas. O Entendimento errado sobre justificação - sic (Salvação está condicionada à contínua tensão em lutar contra a tentação e obedecer a Deus. [2]) Erro! A salvação está condicionada unicamente a fé, obediência e lutar contra tentação é resultado de se está salvo! Manual de guarda do Sábado (regras) publicado por nossas CPB, e por aí vai, são inúmeros fatos que poderia passar por horas a fio escrevendo, a realidade do despreparo da nova geração é na verdade o acumulo de erros passado há anos por líderes despreparados em mesmo lidar com essa membrasia rebelde!

douglas reis disse...

Otavio,

Obrigado pela sua interação. Observações:

1) criticar a liderança da igreja, como se ela fosse responsável pelo desencaminhamento da identidade adventista, além de injusto (porque há líderes extremamente comprometidos que veem os problemas e se mobilizam em busca de soluções), é sintoma de uma mentalidade que mais divide do que une, em nada contribuindo para ajudar o movimento Adventista;

2) Sobre salvação: assim como muitos adventistas evangélicos, você se equivoca: os adventistas entendem salvação como um processo, constituído de justificação, santificação e glorificação. Obviamente, a santificação, etapa mais longa do processo ("a santificação é obra de uma vida inteira", soa familiar?), envolve luta contra a tentação, sim, embora seja uma luta espiritual que dependa da fé;

3) Sua terminologia está usada de forma incorreta, porque, a rigor, a visão inerrantista dos testemunhos não é predominante há décadas, seja no Brasil ou nos EUA. Aqui é mais forte a inspiração plenária, embora venha surgindo com força o modelo histórico-cognitivo (eu mesmo acredito nessa proposta). Em todo caso, em qualquer desses modelos, a IASD acredita que EGW foi inspirada e o que ela disse tem peso doutrinário -caso, contrário, não seria um profeta (ou mensageira, como ela prefiria). Se você crê nisso ou não, aí já é outra história...

Otavio Marciano (otmarciano@gmail.com) disse...

1 - É responsável porque oculta, corta certas verdades, que não precisa ser um um doutor em história adventista para perceber! O que eu penso une e não espalha, o erros servem pra aprendizado e muitos líderes não toleram ser corrigidos ( pelos menos no Brasil). A minha crítica é construtiva.

2 - A salvação é forense como pregada pelos reformadores, um ato fora de nós, nada no homem, principalmente a obediência que não pode nos levar a ser meritórios a salvação! Santificação e glorificação são atos pós salvação, não se juntam, se não se unem. Quem fundiu esse conceito que você prega sobre salvação foi a ICAR ( vide trento). Em outras palavras ou somos (teologicamente falando) Reformadores ou Católicos, não existe outra saída.

3 - Repito não tem peso doutrinário! Só o tem se estiver de acordo com as escrituras, e como você sabe ela mesma não se colocou a par de igualdade. Basta ver inúmeros erros, racismo, contradições que existem aos montes! Autoridade (em termos teológicos) pertence à Igreja e à sua capacidade de escrutínio dos dons de profecia segundo a norma (regra) da Sola Scriptura. Portanto, a autoridade dos escritos de Ellen dependeu do juízo da Igreja à luz das Escrituras. E essa foi uma das tarefas de Ellen e da Igreja ao longo dos anos: a de suprimir, depurar, extirpar equívocos, limpar os erros (contradições, exageros) mas ela mesma autoriza isso. I Corintios 14 esmiúça isso em detalhes! Respondendo sua pergunta: Eu creio que Ellen foi inspirada, mas isso não quer dizer que tenha autoridade doutrinaria!

Abraços

douglas reis disse...

Olá, Otavio

Seja bem-vindo novamente. Vamos aos comentários.

1)Com referências tão sibilinas, fica difícil saber a que você se refere. Em todo caso, continuo afirmando que generalizar não é o caminho;

2)Nesse caso, você precisa conhecer o que a literatura adventista diz sobre o assunto, especialmente porque essa posição de justificação forense foi defendida por Desmond Ford, que, como você deve saber, o levou a logicamente negar o santuário. Obviamente, há muitas nuanças nas formas de entender justificação para além das duas posições que você esboçou e seria de uma pobreza teológica lastimável uma abordagem reducionista a tal ponto de limitar o entendimento sobre o assunto a apenas esses dois caminhos! Procure o livro de LaRondelle, O que é salvação?, um guia útil, bíblico e não técnico sobre o assunto;

3)Repito, essa não é, não foi, e, espero, não será a posição oficial da igreja! Aliás, sobre alegados erros de Ellen G. White, há abundante material nos sites do White State (e penso que em nosso centro White no Brasil também). Não é possível sustentar que ela foi inspirada e seus escritos apresentam esse tipo de erro, a não ser que estejamos assumindo um modelo de revelação-inspiração chamado moderno, que dominou a teologia liberal. Aí, para ser coerentes, teríamos de aplicar tal modelo à Bíblia (e a coisa ficaria realmente feia!).

Otavio Marciano (otmarciano@gmail.com) disse...

Amigo

1 - Não há generalização, mas a maioria suplanta a minoria, pelo menos em nosso meio.

2 - Sim conheço muito a literatura adventista e estudo este tema e a bastante tempo! Desmond Ford é um caso a parte, não vejo por esta óptica, acho que é possível conciliar a forense com o santuário. Há varias formas de se entender a justificação como você queira, mas há apenas um meio de justificar que é ato forense, todo resto passar a ser fusão de justificação, deixa de ser objetiva e passa a ser subjetiva, deixa de ser fora pra ser dentro. LaRondelle comete equívocos que fazem Lutero e Calvino se mexerem na tumba, recomendo você ler sim a Lutero e Calvino (apesar de este último ter caído no liminar da justificação), no entanto a noção da verdadeira justificação passiva permanece em ambos os autores. LaRondelle assim como muitos teólogos adventista prometem uma justiça ativa, que não é alem do mais que corroborar Trento e nada mais. As várias formas de entendimento sobre justificação nos levam sempre a Trento, por outro lado a forense que é bíblica defendida por Lutero e sua turma nos levam a sólida Palavra do Assim diz o Senhor!

3 - Você quer que eu apresente quantos? e vou logo afirmando não tem nada fora do cotexto! O problema é que tentar defender erros de White como se ela fosse diferente de nós na condição de pecador nos leva ao pensamento que você e muitos defendem ( isso por causa do entendimento da justificação ativa, que pelo vejo o senhor defende). Com todo respeito pastor, acho que você nunca leu sobre inspiração e como ela se processa e por falar nisso! Se quiser um estudo detalhado sobre White me envie um e-mail, estarei pronto discutir por lá.

abraços.

douglas reis disse...

Otavio,

percebo que o amigo tem interesse nesse assunto! Pois bem:

1) Sobre suas mágoas contra a liderança, nada posso fazer (além de orar, digo-o sinceramente, sem qualquer ironia, não me entenda mal). Só lhe advirto, como faria em outras circunstâncias, com qualquer outra pessoa (já que não lhe conheço pessoalmente): não dialogo com dissidentes. Não estou afirmando que você o seja (e espero francamente que não), apenas digo para deixar claro que não tenho qualquer interesse em prosseguir em nosso colóquio se a situação for essa;

2) Ford não é um caso a parte. Na mesma época, seu conterrâneo, Robert Brinsmead, apostatou-se por se envolver com justificação forense. Antes deles, Albion Fox Ballenger (contemporâneo de E.G. White). Eu estou familiarizado com as obras dos reformadores (inclusive, citei seus escritos em alguns de meus livros, embora não seja especialista no estudo delas, nem pretendo ser). Mas, já que você os mencionou, assim como muitos, percebo que você tem uma visão, diríamos, bem romântica sobre a pureza da teologia reformada. Vejamos, então: Lutero concebia a Deus como um Ser atemporal, impassível, que vivia na eternidade recôndita e, por decreto, não livre-arbítrio (como deixou claro na controvérsia contra Erasmo), escolheu justificar a alguns. Claro que como esse decreto foi feito na esfera eterna, ele só atinge a parte eterna do ser humana - sua alma imortal. Consequentemente, a salvação se acha completamente desvinculada do estilo de vida. Tem certeza de que esse Lutero é modelo de interpretação bíblica coerente? Se os pressupostos hermenêuticos dele estão corretos, teríamos de (a) aceitar um Deus impassível, bem diferente do Deus bíblico, que é imanente-transcendente, (b) admitir a imortalidade da alma, (c) rejeitar a necessidade de um santuário (porque a salvação foi completa na cruz e chega a nós por decreto: para quê a intercessão de Cristo após 1844?) e (d) relegar ao limbo o estilo de vida adventista (já que não teria nenhuma relação com a salvação). Levado às últimas consequências, Ford deu os passos lógicos, tanto quanto Brinsmead! Todo o sistema adventista ficaria destroçado. Isso porque nem analisei a teologia de Calvino, que possui outros pressupostos igualmente perigosos (não-bíblicos). Agora, veja bem: dividir a salvação em etapas e compreendê-la como um processo e fazer jus à terminologia bíblica e ao plano de Deus, que é restaurar em nós a imagem de Seu Filho. A teologia católica de salvação não tem nenhuma relação com isso (escrevi alguns artigos sobre encíclicas recentes e ao lê-las só posso afirmar a confusão que a igreja faz sobre o tema da salvação);

3)Eu não apenas li sobre inspiração (diferentes autores e visões), como tenho um capítulo no meu livro Explosão Y sobre o assunto (além de um artigo sobre manifestações proféticas no livro de Números). Desafortunadamente, você confunde as categorias: em modelos de inspiração aceitos por igrejas tradicionais, o fato do profeta ser pecador não implica em contaminação da revelação. Volto a afirmar: isso acontece apenas no modelo moderno, aceito pela teologia liberal (os teólogos pós-modernos que li para o mestrado também partem desse pressuposto). Também repito: seria incoerência aplicar um modelo de revelação-inspiração aos testemunhos de E.G.White e outro à Bíblia, porque o fenômeno é o mesmo (a própria White descreveu a similaridade da sua experiência com a dos profetas bíblicos). A fonte e o processo são os mesmos, o grau de inspiração, o mesmo (não existe níveis de inspiração - funciona como gravidez: ou é inspirado, ou não), com uma diferença: a função. White define seus escritos não como uma segunda Bíblia, mas uma fonte para encaminhar as pessoas ao melhor entendimento da Bíblia.

graciliano alves da silva neto disse...

Paz e graça do Cristo Redivivo seja convosco!
Talvez essa seja a razão do substancial e superlativo crescimento da iasd do nosso tempo não acha?

Suelen disse...

Concordo com vc. A igreja que conheci na minha infância não existe mais. Tudo está diferente, da teologia pregada ao estilo musical. Não me sinto mais a vontade qd vou a igreja. Guardo a fé no meu coração, mas náo tenho mais vontade de congregar do jeito que está. O pior é que os líderes mais novos vão na onda da contemporaneidade.